Informação: Caros Ouvintes - 26/08/2010
Num país em que a televisão aberta está presente em praticamente 100% dos lares e só perde para o fogão parece-me óbvio que este é o meio de comunicação através do qual a grande maioria da população se informa sobre as eleições, sobre os candidatos aos cargos majoritários. E, é claro, a televisão – seja através das entrevistas jornalísticas nos canais de grande audiência ou dos programas políticos obrigatórios forma, influencia de forma relevante a opinião do eleitor.
Exemplo: “66% da população que ainda não assistiu aos programas eleitorais e é formada sobretudo pelos menos escolarizados e pelos mais pobres, representam o segmento em que a candidata Dilma Roussef (PT) se sai melhor” (fonte-Folha de S.Paulo 2/8/2010). Imagine depois de terem assistido aos programas políticos…
No que se refere à internet, creio que o seu papel ainda é mais de provocação, de estimular polêmicas e, convém lembrar, os sites dos candidatos são, no geral, direcionados essencialmente para o chamado público jovem. Já os jornais creio que continuam a ser os formadores de opinião por excelência para os mais escolarizados. Quanto ao rádio, acredito que ele continua a desempenhar nas eleições um papel secundário uma vez que na mídia eletrônica, temos que reconhecer, a TV aberta é muitíssimo mais forte.
Francisco Socorro é publicitário e reside em Florianópolis, onde é consultor independente de comunicação e marketing para as áreas de licitações públicas e prospecções de novos negócios, além de atuar como redator na elaboração de cases de marketing. Visite as crônicas ou envie um e-mail.
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