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A RBS vai lucrar com o VoIP?

 

Informação: Revista Amanhã - 22/06/2006

Comércio via VoIP vai gerar receita para a divisão online da RBS

Afinal, como o Grupo RBS pretende ganhar dinheiro com o recém-lançado serviço “Fale Online”, disponível no portal Hagah (www.hagah.com.br)? É o que muita gente vem se perguntando desde que o projeto foi colocado no ar, no início deste mês. Baseado na tecnologia VoIP, que transmite voz por internet, o “Fale Online” permite que os usuários façam chamadas telefônicas gratuitas de seu computador para os estabelecimentos que anunciam no Hagah, como pizzarias, telentregas, locadoras de vídeo, etc. De acordo com Luis Gracioli, gerente geral do RBS Online, o serviço propriamente dito não deverá gerar lucro – os ganhos serão indiretos, decorrentes da atratividade proporcionada por ele. "A idéia é melhorar o resultado dos clientes comerciais da nossa base e fazer com que a consulta ao Hagah se consolide como um hábito do internauta", explica ele. Para colocar em prática o “Fale Online”, o Grupo RBS compra “créditos” de chamadas telefônicas da operadora Viper Telecomunicações, de Porto Alegre – que detém os equipamentos necessários para transferir a ligação do computador de cada internauta para o telefone convencional dos estabelecimentos. Esses créditos são revendidos pela RBS para os anunciantes que desejam estar na lista de telefones virtuais do Hagah. Até aí, porém, a RBS não lucra praticamente nada, já que os créditos são revendidos com margem praticamente nula. Os ganhos começam a aparecer posteriormente. O “Fale Online” agrega valor ao serviço prestado aos anunciantes do Hagah, e ainda permite que a RBS comercialize espaços de destaque, tal como faz o Google. "Para participar da lista, não é preciso pagar nada. Mas para aparecer entre os primeiros resultados de busca, há contratos de publicidade que podem durar de três meses a um ano", informa Gracioli. Hoje, há cerca de 113 mil estabelecimentos cadastrados das mais diversas categorias do Hagah, de restaurantes a serviço de encanadores. (Daniele Alves e Marcos Graciani)