Informação: POLÍBIO BRAGA - 01/06/2006
O Brasil está às vésperas do prazo fixado para a definição do modelo tecnológico da TV digital brasileira. O governo Lula parece ter optado pelo padrão japonês (Integrated Systems Digital Broadcasting), o que será um erro monumental, porque o padrão japonês só existe no Japão. Não há razão de mercado nessa escolha. Ficaremos com uma nova GSM nas mãos, um mico que não tem sentido. Isto só não foi anunciado porque o governo queria ouvir antes o presidente da União Européia, o português Durão Barroso, que veio defender o padrão europeu (Digital Vídeo Broadcasting). O governo nem quer saber de conversa sobre o padrão americano (Advanced Television Systemns Commitee).
. Para entender melhor essa discussão, o editor desta página resolveu visitar o Laboratório Wireless do Instituto de Pesquisa Científica e Tecnológica da PUC do RS. Ali encontrou os professores e pesquisadores Fernando da Costa e Cristina de Castro, que têm participado de todas as discussões federais sobre a escolha do novo padrão de TV digital no Brasil.
. A PUC do RS participou de um dos 22 consórcios de universidades que em dezembro apresentaram as bases para um sistema brasileiro de TV Digital. No IPCT foram desenvolvidos os sistemas de modulação inovador e o sistema de antenas inteligentes.
. "Quem for o escolhido, terá que trabalhar conosco, o que quer dizer que o sistema terá que ser híbrido", avaliaram Fernando e Cristina. Eles acham que o Brasil está diante de uma escolha que equivale a várias Voltas Redondas. Trata-se de um mercado que irá a r$ 150 bilhões em 10 anos. O Brasil é o maior mercado de TV aberta do mundo. 70 milhões de aparelhos de televisão terão que ser trocados. A indústria da área faturará alguns bilhões de reais. Ninguém quer mais a velha TV analógica. Fernando e Cristina gostariam que o Brasil aproveitasse a deixa para criar um Plano de Metas do tipo New Korea. Somente com wireless, a Coréia fez expandir seu PIB em 30%.
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