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Informação:
Observatório
da Imprensa - 27/12/2005
James
Görgen (*)
Financiados
com R$ 38 milhões do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico
das Telecomunicações (Funttel), os 22
consórcios, formados por mais de 90 universidades
e instituições de pesquisa, estudaram soluções
tanto para a estrutura de transmissão e modulação
dos sinais de vídeo, áudio e dados (difusão
e acesso) quanto para os equipamentos de recepção
(terminal de acesso) e a interatividade (canal de retorno).
Com as arquiteturas mínimas desenhadas, o CPqD pôde
medir os impactos e a viabilidade de cada proposta e chegar
à formatação das duas soluções
nacionais.
Da
forma como os resultados estão compilados até
o momento, é possível constatar que existe poucas
ligações efetivas entre as partes nacionais do
futuro sistema. Por exemplo, o único terminal de acesso
desenvolvido por um consórcio foi demonstrado apenas
no padrão japonês (ISDB). As aplicações
e serviços testados, por sua vez, dão conta de
soluções variadas que vão desde T-mail,
T-voto, T-Gov, guia eletrônico de programação,
Museu virtual 3D, Declaração de Isento, Serviço
de Saúde. Entretanto, a maioria delas funciona em MHP,
o sistema operacional do padrão europeu de TV Digital
(DVB). Nenhuma destas aplicações foi validada
de forma sistêmica por falta da estação
experimental (veja abaixo).
Opções
em aberto
Esta
falta de compatibilidade inicial entre os "ossos"
do esqueleto esbarra ainda em outros obstáculos para
os quais as pesquisas não apresentam resposta. Na maior
parte dos casos, o CPqD deixou a opção em aberto
para que a escolha seja mais política e econômica
do que técnica. É o caso, por exemplo, do padrão
de compressão de vídeo. Em geral, os padrões
existentes no mundo trabalham com o protocolo MPEG-2,
que utiliza entre 17-18 Mb por segundo para transmitir imagens
em alta definição em um mesmo canal de 6 MHz.
Mas já existe no mercado um padrão (H.264), mais
caro, onde a mesma qualidade final de vídeo é
alcançada ocupando apenas 8 Mb/s do mesmo canal. A opção
entre uma tecnologia ou outra pode parecer um detalhe mas é
ela que definirá, por exemplo, se será possível
usar um mesmo canal de 6 MHz (onde atualmente trafega uma taxa
máxima de 19 Mb por segundo) apenas para transmitir um
programa ou usar o mesmo espaço para a chamada multiprogramação.
Canal
de interatividade
Outra
dúvida do CPqD diz respeito à característica
do canal de interatividade da TV Digital brasileira. Apesar
de terem sido apresentadas duas propostas pela PUC-RJ e pela
Unicamp – o primeiro utilizando tecnologia existente de
telefonia móvel e o segundo empregando tecnologia sem-fio
de alta velocidade (Wimax) – o centro de pesquisas preferiu
deixar esta opção em aberto para que sejam consideradas
também a adoção de canal de retorno pelas
redes de TV a Cabo, MMDS, telefonia fixa e outras infra-estruturas
existentes. Em todos os casos, a escolha posterior não
causaria problemas, desde que a unidade receptora-decodificadora
(URD) possua uma porta USB ou equivalente para permitir a conexão
da "caixinha" ou do aparelho de TV Digital à
rede.
Falta
da estação-piloto
Segundo
o CPqD, a inexistência de uma estação experimental
para os testes prejudicou a avaliação de impactos
e a análise dos resultados uma vez que "todos os
middlewares, serviços e aplicações e canais
de interatividade são validados de forma isolada, sem
um teste sistêmico conclusivo". O centro de pesquisas
recomendou ao governo a liberação de R$ 2,5 milhões
para a construção desta estação-piloto,
que não foi adquirida antes por falta de recursos.
Independentemente
desta iniciativa, a instituição entende que é
possível, neste momento, definir uma arquitetura mínima
do set-top-box (unidade receptora-decodificadora) que suporte
estas inovações, permitindo a negociação
com os fabricantes. "Mas ao longo do próximo ano,
sem essa estação, será difícil convencer
a qualquer ator da cadeia de valor a adotar uma das inovações,
sem esses testes sistêmicos integrados", justifica
o CPqD.
SOLUÇÃO
NACIONAL – 1
| Subsistema |
Propostas
para Difusão e Acesso |
Propostas
para Terminal de Acesso |
| Serviços,
Aplicações e Conteúdo |
Universidade
Federal do Ceará, Brisa, Instituto Genius e Universidade
Federal de Santa Catarina |
Universidade
Federal do Ceará, Brisa, Instituto Genius e Universidade
Federal de Santa Catarina |
| Middleware |
Nenhuma
proposta consolidada |
Unicamp/Universidade
Federal da Paraíba (APIs sobre kernel MHP) e PUC-RJ (Formatador
NCL) |
| Codificação
de sinal-fonte |
Estudos
CPqD recomendam Vídeo (MPEG-2/H.264) e Áudio (AAC) |
Estudos
CPqD recomendam Vídeo (MPEG-2/H.264) e Áudio (AAC) |
| Camada
de Transporte |
Unisinos+CPqD
(implementação PSI) |
Unisinos+CPqD
(implementação PSI) |
| Camada
Física |
Finatel
(LDPC compatível com ISDB ou DVB) |
Finatel
(LDPC compatível com ISDB ou DVB) |
| Canal
de Interatividade |
Em
aberto (opções estão entre Wimax, Wi-Fi, Rede de Telefonia
Fixa, Wireless, cabo [ethernet], MMDS, VSAT) |
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SOLUÇÃO
NACIONAL – 2 |
| |
| Subsistema |
Propostas
para Difusão e Acesso |
Propostas
para Terminal de Acesso |
| Serviços,
Aplicações e Conteúdo |
Universidade
Federal do Ceará, Brisa, Instituto Genius e Universidade
Federal de Santa Catarina |
Universidade
Federal do Ceará, Brisa, Instituto Genius e Universidade
Federal de Santa Catarina |
| Middleware |
Nenhuma
proposta |
Unicamp/Universidade
Federal da Paraíba (APIs sobre kernel MHP) e PUC-RJ (Formatador
NCL) |
| Codificação
de sinal-fonte |
Estudos
CPqD recomendam Vídeo (MPEG-2/H.264) e Áudio (AAC) |
Estudos
CPqD recomendam Vídeo (MPEG-2/H.264) e Áudio (AAC) |
| Camada
de Transporte |
Unisinos+CPqD
(implementação PSI) |
Unisinos+CPqD
(implementação PSI) |
| Camada
Física |
Mackenzie
(Turbo Code compatível com ISDB ou DVB) |
Mackenzie
(Turbo Code compatível com ISDB ou DVB) |
| Canal
de Interatividade |
Em
aberto (opções estão entre Wimax, Wi-Fi, Rede de Telefonia
Fixa, Wireless, cabo [ethernet], MMDS, VSAT) |
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(*)
Jornalista, da Redação do FNDC
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