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Informação:
Observatório
da Imprensa - 06/12/2005
As
organizações constituídas pelas emissoras
de televisão que atuam no campo público –
Associação Brasileira das Emissoras Públicas,
Educativas e Culturais (ABEPEC); Associação Brasileira
de Televisão Universitária (ABTU); Associação
Brasileira das Televisões e Rádios Legislativas
(ASTRAL) e Associação Brasileira de Canais Comunitários
(ABCCOM) –, neste ato representadas por seus presidentes,
vêm a público manifestar o seu entendimento em
relação aos seguintes pontos:
1.
O campo público da televisão, que congrega hoje
mais de 140 estações geradoras de programação,
e cerca de 2000 retransmissoras e repetidoras em todo o território
nacional, representa um importante segmento do sistema audiovisual
brasileiro e tem papel decisivo a cumprir nesse sistema, como
referência de postura ética e de qualidade artística
e editorial.
2.
Os diversos setores que constituem o campo público da
televisão – a TV educativo-cultural, a TV universitária,
a TV legislativa, a TV comunitária e a TV institucional
– desempenham funções específicas
e complementares, identificando-se na missão de contribuir
para o desenvolvimento cultural e espiritual dos brasileiros,
e para o fortalecimento da cidadania.
3.
A televisão pública não se define em oposição
à televisão privada, nem contesta a opção
prioritária desta por conteúdos de entretenimento,
embora privilegie os conteúdos de formação
e informação. Entende que a complementaridade
– e não a competição – dos
sistemas de televisão público, estatal e privado,
tal como define o Artigo 223 da Constituição Federal,
é uma meta estratégica para o desenvolvimento
sócio-cultural do país e para o avanço
da democracia entre os brasileiros. Envidará esforços
conjuntos para a regulamentação e efetiva aplicação
do referido dispositivo constitucional.
4.
A TV pública deseja apresentar-se articulada e unida
em todos os debates tecnológicos, conteudísticos
e regulatórios que se propuserem no Brasil, de forma
a potencializar os esforços de suas associações
representativas, assegurar a preservação do interesse
público nesses debates e permitir o contínuo desenvolvimento
de todo o campo público da mídia.
5.
No debate específico sobre a introdução
da tecnologia digital na transmissão de televisão
terrestre, ora proposto pelo Governo Federal no âmbito
do Sistema Brasileiro de Televisão Digital, o campo público
da televisão afirma unitariamente o seu entendimento
de que a oferta de novos canais ao público telespectador
– através da funcionalidade de "multiprogramação"
– e a introdução de mecanismos de ampla
comunicação e interatividade entre as emissoras
e a audiência são do mais alto interesse do desenvolvimento
social e cultural do país, devendo ser priorizados sobre
quaisquer outras possibilidades trazidas pela nova tecnologia.
6.
As associações representativas do campo público
desejam convergir nos esforços para a constituição
de um organismo articulador permanente, que materialize a sua
disposição de permanecerem unidas e solidárias,
na defesa de um modelo de televisão que contribua para
o desenvolvimento do país e para melhores condições
de vida a todos os brasileiros. [São Paulo, 28 de novembro
de 2005]
Assinam:
Jorge da Cunha Lima Presidente – ABEPEC; Gabriel Priolli
(Presidente) – ABTU; Rodrigo Barreto de Lucena Presidente
– ASTRAL; Fernando Mauro Trezza Presidente – ABCCOM
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