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Informação:
ISTOÉ
Dinheiro - Publicação em 07/12/2005
A
Apple fez de novo. Depois de vender 30 milhões de i-Pods
em quatro anos, a quinta geração do aparelho chegou
às lojas, em outubro, 30% mais fina, com mais capacidade
de armazenamento de dados, tela maior e, agora, exibindo vídeos.
O resultado foi fulminante: em menos de um mês, a Apple
vendeu em sua loja virtual iTunes 1 milhão de vídeos
para o iPod 5G. Uma turbinada e tanto em sua receita, mesmo
para quem subsidia os vídeos para vender mais aparelhos
e cobra apenas
US$ 1,99 por arquivo baixado. A estratégia parece ter
dado resultado. Algumas consultorias, como a Needham & Co.,
estimam que 1 milhão de usuários de PC tenham
migrado para computadores Macintosh, empolgados pelo iPod.
Como
um produto deste não nasce todos os dias, muitas outras
empresas estão tentando pegar carona no sucesso do aparelhinho,
criando produtos para serem usados especificamente em iPods
5G. As primeiras a se manifestarem foram produtoras de conteúdo
adulto, como Playboy, Penthouse e a Vivid Entertainment, maior
empresa da área, que anunciaram estar desenvolvendo filmes
para serem baixados em iPods e outros aparelhos móveis.
O Hospital Universitário de Genebra também comunicou
o desenvolvimento e uso de um software que permite aos médicos
carregar imagens de seus pacientes nos iPods, bem como conversar
sobre os diagnósticos no iChat. Mas quem teve a iniciativa
mais ousada foi a fabricante de gravadores de vídeos
digitais TiVo que, mesmo sem qualquer parceria com a Apple,
está desenvolvendo um software que permitirá aos
usuários baixar qualquer programa de televisão
armazenado em seus gravadores nos iPods 5G.
Hoje,
o consumidor pode comprar no iTunes apenas videoclipes, curta-metragens
da Pixar (que também pertence a Steve Jobs, o dono da
Apple) e cinco seriados da rede de televisão ABC, da
Disney. Entre eles estão campeões de audiência
como Desperate Housewives e Lost. Outras redes de televisão
entraram numa frenética fase de negociação
não só com o iTunes e seus concorrentes mas também
para vender o conteúdo que produzem para outras plataformas,
como o videogame PSP da Sony, o site de busca Google e, evidentemente,
operadoras de celular. Mesmo de olho nos ganhos extras promovidos
pela venda de filmes, as transmissoras discutiam se o iPod canibalizaria
ou não a audiência dos seriados. As emissoras tinham
se preocupado com garantias extras de segurança: uma
vez baixado o filme, no computador de mesa ou no iPod, é
impossível gravá-lo em CDs. Os filmes têm
qualidade inferior aos DVDs, exatamente para evitar pirataria.
Com a iniciativa da TiVo, no entanto, a discussão parece
ter se tornado inútil.
De
todo modo, o avanço no mundo do entretenimento parece
ter animado a Apple, que fechou o ano fiscal em setembro com
receita de US$ 13,9 bilhões, um salto de quase 70% sobre
o faturamento de 2004. Músicas e filmes também
fizeram muito bem para seu lucro, que cresceu impressionantes
380% e somou US$ 1,3 bilhão. Para turbinar ainda mais
o desempenho da Apple, a próxima edição
do Emmy, principal prêmio da televisão nos Estados
Unidos, terá uma categoria especial para filmes feitos
para aparelhos móveis, como o iPod.
Os
lançamentos da Apple foram feitos simultaneamente em
todo o mundo, inclusive no Brasil. Disponível em duas
versões, de 30 GB e 60 GB, o novo iPod custa para o consumidor
americano US$ 299 e US$ 399, respectivamente. Apesar de estar
à venda no País, é bastante difícil
encontrá-lo nas lojas. Tudo o que chega é imediatamente
vendido. A Apple não detalha quantos aparelhos planeja
enviar para o Brasil ou quando pretende normalizar as entregas.
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