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Informação:
Caros
Ouvintes - 29/11/2005
Por
Luiz Artur Ferraretto
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Entoava na abertura-padrão utilizada na segunda metade
da década de 70, como segue fazendo até hoje.
Aliás, como tem feito desde que, ainda, na década
de 60, assumiu o posto.
Ao
longo do tempo, o noticiário da emissora sofreu poucas
alterações estruturais, embora tenha trocado duas
vezes, nos últimos anos, de patrocinador. Em 1º
de março de 1999, a Associação dos Profissionais
Liberais Universitários do Brasil substitui as Organizações
Renner, que davam nome ao informativo desde a inauguração
da Guaíba, em 1957.
O
Correspondente Aplub transforma-se, por sua vez, em Correspondente
Portocred, no dia 1º de fevereiro de 2004. Com esta denominação,
é apresentado, de segunda a sábado, em quatro
edições – às 9h, 13h, 18h50 e 20h
– e, nos domingos e feriados, às 13h e 20h. Seja
nos grandes momentos da Guaíba, na crise que se abateu
sobre o grupo de empresas da família Caldas no início
dos anos 80 ou sob a nova administração do empresário
Renato Ribeiro, a voz de Jung sempre foi a marca mais forte
do noticiário.
Tão
forte que, quando o jornalista Luiz Figueredo empreendeu uma
alteração na estrutura do então Correspondente
Renner, em 1982, o locutor-noticiarista acabaria por dar a última
palavra. O responsável pelo jornalismo da rádio
pretende, na época, modernizar o Renner, procurando aproximá-lo
dos noticiários da British Broadcasting Corporation,
que, antes do encerramento, resumem os fatos mais importantes
de cada edição.
Nos
pilotos gravados, no entanto, o modelo da BBC provoca uma perda
de força no final do Correspondente. Por sugestão
de Milton Jung, a proposta inicial transforma-se, demarcando
o já noticiado como a indicar que, a partir daí,
vão ser veiculadas apenas informações novas
e de relevância:
– Aqui fala o Correspondente Renner, editado pelo Departamento
de Jornalismo da Rádio Guaíba, com notícias
das agências France Press, UPI, Associated Press, AJB,
Estado, ABR e da Central do Interior do Correio do Povo.
Estas
foram as principais notícias das últimas horas:
governo e Congresso começam a definir a política
salarial; metalúrgicos paulistas apóiam iniciativa
do presidente da Força Sindical de ingressar na justiça
contra o aumento dos parlamentares; cai Gorbatchov e militares
assumem o poder na União Soviética.
Milton
Jung levou para os estádios a mesma precisão verificada
na leitura das notas do Correspondente. Como narrador esportivo,
acompanhou as copas da Alemanha (1974), Argentina (1978) e México
(1986). O posto de titular do noticiário principal da
Guaíba restringe, no entanto, a sua participação
aos jogos realizados em Porto Alegre. As exceções
são algumas partidas em São Paulo, onde está
radicado o filho Milton Jung (Jr.), um dos âncoras da
CBN e autor do livro Jornalismo Radiofônico.
Do
início de carreira nas rádios Canoas e Metrópole,
da família Sperb, passando por quatro décadas
à frente do Correspondente, na Guaíba –
um recorde, provavelmente –, Milton Ferretti Jung, com
sua voz grave e de correta pronúncia, segue marcando
o dia-a-dia dos ouvintes do Sul do país.
Luiz
Artur Ferraretto.
Diretor do curso de Comunicação Social da Universidade
Luterana do Brasil, em Canoas, na Região Metropolitana
de Porto Alegre. É doutor em Comunicação
e Informação pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (Ufrgs). Foi repórter da Rádio Gaúcha
e gerente de Radiojornalismo da Rede Bandeirantes/ RS. Com a
jornalista Elisa Kopplin, escreveu Técnica de redação
radiofônica e Assessoria de imprensa, teoria e prática.
Lançou também Rádio – O veículo,
a história e a técnica e Rádio no Rio Grande
do Sul (anos 20, 30 e 40): dos pioneiros às emissoras
comerciais.
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