| Informação:
Caros
Ouvintes - 25/11/2005
Por
Murilo Cavalcante Brígido
Jornal do Leitor http://www.noolhar.com/
[12 Novembro 18h54min 2005]
Não
se admite em plena era tecnológica, com inúmeros
avanços ter de ouvir mais ruídos do que som. É
pois correta a reclamação de muitos. Explicando
assim o grande entrave do A.M. em contraponto ao F.M., enquanto
o primeiro permite todo tipo de interferência, o que o
deixa muito vulnerável, o outro não permite. É
uma concorrência desleal e extremamente injusta.
O
som, no caso específico do rádio, desempenha um
fator de extrema importância; não pode ser mais
ou menos, tem que ser de boa ou má qualidade.
Investir
em equipamentos é uma decisão muitas vezes difícil,
principalmente em A.M., visto ser muito improvável chegar
a qualidade do F.M.. Diante disso continua a acomodação
até que chegue a era digital, decisão governamental
que deverá ser tomada mais cedo ou mais tarde.
Com
isso nos distanciamos cada dia mais dos países desenvolvidos,
onde emissora que opera A.M., oferece som com qualidade digital,
não ficando atrás de emissoras que operam em frequência
modulada.
Quando
ocorrer a digitalização do A.M., em idênticas
condições do F.M., ocorrerá obrigatoriamente
o grande resgate da amplitude modulada, e satisfeito plenamente
este item técnico, em termos de programação
veremos então quem é quem no mundo radiofônico.
Não
teremos mais aquela desculpa de não ouvir boa música
no A.M., e a interatividade plenamente exercida nessa faixa
reinará total.
São
novos tempos que se avizinham, embora saibamos que de início
o preço dos equipamentos no caso os receptores podem
ser mais caros do que os convencionais, de qualquer forma vale
a pena.
A
continuar o raio de penetração do A.M., emissoras
irão reconquistar imensa legião de ouvintes fascinados
pela pureza do som digital.
Existirá
então dois momentos distintos, em que a era digital,
será como um divisor de águas, de um lado da montanha
simbolizará o antes da digitalização; do
outro lado, a nova era do som. Poderemos então
reconhecer no progresso sonoro o novo porvir do rádio.
Vamos
redescobrí-lo fazendo assim, estaremos desfrutando de
um lazer inenarrável, prazer continuado; ninguém
se furtará a possuir um rádio digital. Ele será,
antes de ser um objeto físico, um companheiro fiel cuja
parceria confundir-se-á com o proprietário, haja
companheirismo nisso!
Murilo
Cavalcante Brígido é educador
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