| Informação:
AESP - Associação
de Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de
São Paulo - 24/11/2005
Gazeta
Mercantil Telecomunicações - TV Digital
24
de Novembro de 2005 - Nos últimos dez anos testemunhamos
uma revolução em transmissão, com a introdução
de serviços digitais por cabo e por satélite e,
mais recentemente, com o advento de telefonia digital terrestre
e por IP. No núcleo desta revolução está
a caixa Set-Top (STB), colocada sob a TV, recebendo e decodificando
a transmissão digital e produzindo áudio e vídeo
de alta qualidade para nossos aparelhos de TV.
Muitas
pessoas prevêem o declínio da Set-Top, sugerindo
que ela chegou ao fim de sua vida útil. Contudo, em 2004
foram vendidas 90 milhões de caixas Set-Top no mundo
inteiro, com um crescimento de 24% em relação
ao ano de 2003. Não há, portanto, muitos indícios
de que a STB esteja para morrer.
O
mercado de caixas set-top pode ser dividido em dois segmentos
distintos. Primeiro o mercado de varejo, em que o cliente compra
uma caixa sem qualquer subscrição e recebe transmissões
de serviço abertas seja por serviço digital via
cabo ou por satélite.
Em
seguida temos o modelo pay-per-view, em que os programas são
transmitidos por satélite, por cabo ou por banda larga.
Independente
do segmento de mercado, o set-top continuará evoluindo.
A linha de pay-per-view adicionará novas características
que aprimorarão o serviço, como, por exemplo,
PVR (Gravador Pessoal de Vídeo), modulação
múltipla na caixa - cobrindo vários aparelhos
de TV no mesmo lar, acesso à internet e serviços
de telefonia. Este é um modelo de serviços clássico,
e continuará evoluindo num ritmo controlado pela operadora
ou provedor de serviço. Ele é projetado de modo
a oferecer mais serviços usando a caixa set-top, e estender
sua capacitação para além de mera transmissão.
A
caixa do modelo de varejo vai cada vez mais combinar funcionalidade
com as de outros centros de entretenimento ou de processamento
digital no lar, tais como gravadores de DVD e centros de mídia.
Aqui o objetivo é o aumento de funções,
convergência de sistemas e, portanto, simplificação
- por exemplo, um único controle remoto para o usuário,
e custos gerais mais baixos para o fabricante.
Um
importante passo para os dois mercados será a introdução
de transmissão digital de Alta Definição
(HDTV) nos próximos anos, levando a uma demanda maior
por caixas mais avançadas, por meio de um enorme passo
à frente em qualidade de vídeo e experiência
aprimorada dos espectadores.
Com
isso, a set-top ficará por muito tempo ativa no mercado.
Ela vai desenvolver-se no sentido de uma caixa digital mais
complexa, com funcionalidades além da decodificação
de sinais de vídeo e de áudio, embora decodificação
vá permanecer sempre sua função básica.
O
mercado de operadoras é bastante forte. Seu modelo é
similar ao do mercado de telefones móveis, no sentido
de que o usuário faz uma subscrição de
um serviço e recebe um aparelho. O provedor de serviços
aceita com naturalidade subsidiar o set-top para poder oferecer
o serviço, mas não precisa - e certamente não
vai querer - subsidiar um aparelho caro de televisão.
À
medida que a velocidade de mudanças acelera e os serviços
se expandem, a humilde caixa set-top não só será
nossa opção preferencial para receber transmissões
como será também a forma de obter muitos outros
serviços, incluindo acesso à internet, telefonia
e conexão a outros aparelhos de consumo no lar. Ela pode
perfeitamente tornar-se o gateway de todos os serviços
de comunicação no lar.
Existem
caixas de "ação tripla" atualmente,
coordenando serviços de TV, de internet e de telefonia;
em breve caixas de "ação quádrupla"
adicionarão uma câmera web que oferecerá
aos usuários uma facilidade de videoconferência.
Longe
de chegar ao fim, a caixa set-top está destinada a continuar
crescendo em funcionalidades e em vendas num futuro próximo.
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