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Informação:
Observatório
da Imprensa - 01/11/2005
FNDC
Reunidas
em Santa Catarina para discutir o setor, grandes empresas de
telecomunicação mostram-se apreensivas em relação
à regulamentação para a área. A
Constituição Federal separa radiodifusão
e telecomunicações, mas a evolução
tecnológica as aproxima, e a relação entre
ambas se configura conflituosa.
O
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
(FNDC) tem insistido que a convergência tecnológica
é um fenômeno para o qual se deve olhar com mais
atenção, quando se fala em legislação
para a área da comunicação eletrônica
de massa. Nas frentes onde atua, o FNDC leva a preocupação
de que um marco regulatório da Comunicação
Social seja estruturado considerando as novas tecnologias digitais
que permeiam as mídias eletrônicas e as torna,
entre outras coisas, veículos possíveis de um
mesmo conteúdo.
No
Futurecom 2005, o encontro nacional das teles – de 24
a 27/10 no Centro de Convenções CentroSul, em
Florianópolis (SC) –, as maiores empresas da indústria
de telecomunicações atuando no Brasil discutem
questões como WiMax (tecnologia sem-fio), convergência,
novas aplicações para fibra óptica, tendências
tecnológicas e formas de aumentar a receita e o tráfego
de voz e de dados. A preocupação dessas empresas
quanto ao modelo regulatório é uma constante nas
exposições. "O maior desafio para a convergência
será desenvolver um trabalho conjunto entre os setores
de telecomunicações e radiodifusão",
disse o consultor e ex-presidente da Anatel, Renato Guerreiro,
que apresentou um estudo sobre o tema no Futurecom, segundo
matéria publicada pela Tele Time (24/10).
Produção
de conteúdo
Operadoras
de telefonia fixa fizeram críticas ao governo, na abertura
do evento, e teceram apelos para que o Congresso inicie imediatamente
o debate sobre a revisão do modelo regulatório.
Na platéia, além dos principais executivos das
operadoras, parlamentares e técnicos do governo federal
ouviam as exposições. Ainda segundo a matéria
da Tele Time, a Associação Brasileira de Telecomunicações
(Telebrasil) e o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia
e Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil)
apresentaram estudo de avaliação para o futuro
das comunicações nos próximos 10 anos,
onde propõem que seja pensado um ambiente único
para comunicação e telecomunicações.
O
ministro das Comunicações, Hélio Costa,
disse na abertura do Futurecom que espera contar com as operadoras
de telecomunicações como "aliadas" no
processo regulatório. Costa não se posicionou
sobre a PEC do senador Maguito Vilela (PMDB/GO) [leia
aqui "A PEC e a voz do ‘dono’"],
que estende às telecomunicações as regras
impostas à radiodifusão para a exploração
de conteúdos de comunicação social. Para
os que trabalham com televisão e rádio, a disputa
na produção de conteúdo (atual reserva
de mercado dos radiodifusores) e a conseqüente fonte de
receitas que estes compreendem é a questão emergente.
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