| Informação:
TELA VIVA
News - 16/09/2004
A
Associação Brasileira de Rádio e TV, Abert,
já se manifestou publicamente contra a proposta de anteprojeto
para a criação da Ancinav. Mas na ocasião
as críticas eram em relação ao suposto
caráter controlador do projeto. O Ministério da
Cultura fez algumas mudanças na proposta, retirou os
artigos mais críticos. Mas a Abert segue combativa em
relação ao texto. Ele é "aviltante",
"discriminatório", "equivocado",
"inaceitável", segundo os adjetivos usados
pelo novo presidente da Abert, José Inácio Pizani,
para descrever a proposta do governo. Pizani é direto:
"a taxação da televisão é inaceitável.
Querem tirar recursos de um setor que oferece um serviço
gratuito e permanente para fomentar outros setores", diz.
Confrontado com a versão do MinC, de que a taxação
é sobre a quem contrata publicidade para TV, e não
sobre a receita das emissoras, Pizani é categórico:
"O mercado já está em dificuldades, encolheu.
Taxar a publicidade é a mesma coisa que tirar receita
da TV. É disso, e só disso, que nós vivemos".
Pizani
reconhece que a proposta do Ministério da Cultura tocou
em pontos que são da preocupação dos radiodifusores,
como o estabelecimento de regras para a exploração
audiovisual por empresas de telecomunicações,
o que é um pleito antigo da TV brasileira. "Mas
da forma como isso está colocado, o anteprojeto fica
inaceitável". Pizani diz que a Abert continuará
buscando o diálogo e procurará mostrar seus argumentos
às autoridades, sem especificar se na esfera do Executivo
ou do Legislativo.
Ancinav
Programadores internacionais e MinC estabelecem diálogo.
Informação:
TELA VIVA
News - 16/09/2004
A
TAP Latin America, a ABTA e a ABPTA realizaram nessa quinta,
16, reunião com o Ministério da Cultura para discutir
o projeto da Ancinav. Sean Spencer, falando em nome da TAP e
da ABPTA, relata que a reunião foi construtiva e que
o MinC, apesar de ter com clareza o objetivo do projeto da Ancinav,
que é fomentar a indústria audiovisual nacional,
entendeu as ponderações levadas pelas entidades.
"Agora vamos negociar com eles. Mostramos que o percentual
dos 3% sobre nossas remessas e que hoje são usados para
co-produções foi estabelecido em 2002 depois de
muita negociação, muito estudo, e que não
pode ser mexido nesse momento, quando começa a dar resultados".
A proposta da Ancinav propõe o aumento desse percentual
a 6%. Segundo Spencer, haverá uma análise mais
aprofundada por parte do Ministério da Cultura em cima
do detalhamento apresentado em estudo específico pelas
associações. Também não se descarta
a possibilidade de o setor de TV por assinatura vir a ter, no
futuro, uma participação no Conselho Superior
de Cinema, o que provavelmente viria depois da criação
da Ancinav.
A
TAP e a ABPTA também se dispuseram a mostrar ao MinC
outros mecanismos de fomento praticados em outros países
e que têm impacto econômico mais suave sobre a indústria.
Senadores
criticam Gil em audiência sobre audiovisual.
Informação:
Folha de São
Paulo - Brasil - 15/08/2004
Silvana Arantes
O
ministro da Cultura, Gilberto Gil, não teve trégua
ontem, na audiência pública do Senado sobre o anteprojeto
do MinC (Ministério da Cultura) para a criação
da Ancinav (Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual).
Gil
ouviu provocações à sua condição
de artista/ministro, viu o anteprojeto ser caracterizado de
"nazista" e negou afirmações atribuídas
a ele pelo boletim oficial da Presidência da República,
"Em Questão", sobre o "fascismo das grandes
corporações da mídia" e a "possibilidade
de controle [pela nova agência] sobre o conteúdo
e a autonomia de criação das emissoras de TV".
Insatisfeito
com uma resposta do ministro, o senador Hélio Costa (PMDB-MG)
afirmou: "Se o governo determinasse que o sr. só
poderia compor das 7h às 8h, teríamos perdido
grande parte de sua obra". Costa havia perguntado "o
porquê de o governo querer regulamentar um setor intimamente
relacionado com as expressões artísticas".
Gil
respondeu que "a regulação é dimensão
natural e necessária da vida". Argumentou que "as
instituições são reproduções
da vida humana" e que, portanto, "seria absurdo que
as instituições não tivessem regulação,
quando os homens têm a vida regulada".
O
senador Osmar Dias (PDT-PR), que presidiu a audiência,
primeiro agradeceu ao ministro por não haver encaminhado
o projeto como medida provisória e, em seguida, sugeriu
que o MinC apresente o projeto de criação da agência
somente depois da aprovação do projeto de lei
das agências reguladoras "para o qual já foram
elaboradas pelo menos 137 emendas, o que mostra estar longe
do consenso".
O
ministro, que prevê o envio do projeto da Ancinav ao Congresso
para o fim de outubro, discordou da sugestão.
"Tenho
a impressão de que nos adequar à lei que surja
será mais fácil do que nos omitir agora",
disse Gil.
Os
senadores Demostenes Torres (PFL-GO) e Juvencio da Fonseca (PDT-MS)
abordaram a "profunda celeuma armada por um suposto dirigismo
cultural" e pediram explicação ao ministro
de sua declaração no "Em Questão",
editado pela Secom (Secretaria de Comunicação
de Governo e Gestão Estratégica) segundo a qual
a Ancinav poderia controlar o conteúdo das TV.
"Não
posso autorizar supostas declarações minhas que
estão em conflito com o que estou dizendo", disse
Gil. Na abertura da audiência, o ministro havia reiterado
que "não se trata de intervir em conteúdos,
mas intervir, sim, na relação entre eles, à
medida que se tornam produtos, para garantir que tenham condições
de competição".
Em
entrevista após a audiência, Gil negou as declarações
ao "Em Questão". "Não disse. Desautorizo
completamente isso". O ministro afirmou não saber
"exatamente o que houve".
"Talvez
tenham editado frases de um período para outro",
afirmou. "[Por] Tudo o que tenho dito publicamente, fica
claro que não é o que eu penso e não é
o modo como gosto de formular minhas idéias". Questionado
mais uma vez, Gil disse que "distorcer não é
prática jornalística, mas acontece".
Também
convidado para a audiência, o cineasta Cacá Diegues
disse ter "certeza de que o ministro Gilberto Gil não
estava pensando em intervir no cinema, mas [com o projeto da
Ancinav] estamos passando um cheque em branco para o futuro".
O
ministro das Comunicações, Eunício de Oliveira,
não compareceu à audiência, alegando motivo
de saúde.
Secom
admite erro na entrevista com ministro.
Informação:
Folha de São
Paulo - Brasil - 15/08/2004
Eduardo Scolese
A
Secom (Secretaria de Comunicação de Governo e
Gestão Estratégica) admitiu que errou na edição
do boletim eletrônico "Em Questão" que
trouxe uma entrevista exclusiva com o ministro da Cultura, Gilberto
Gil.
Em
meio à entrevista, concedida em 7 de setembro passado,
há uma frase que não foi dita por Gil, afirmou
ontem a Secom, tendo sido criada e incluída no texto
pela jornalista responsável pela edição
do boletim.
Em
viagem, ela foi convocada pelo ministro Luiz Gushiken para retornar
a Brasília, onde presta esclarecimentos hoje à
cúpula da Secom. Gushiken telefonou ontem a Gil para
pedir desculpas. O boletim, segundo a Secom, "traz notícias
sobre o que está sendo feito pelo governo federal e o
porquê". Ele é produzido pela equipe de imprensa
da Secom, do ministro Luiz Gushiken.
A
frase, que segundo a Secom foi criada pela jornalista, aparece
como resposta de Gil sobre quem se beneficiará com a
criação da Ancinav.
Ontem,
a Secom apurou a "origem" da resposta. Fora de contexto,
a frase foi "extraída" de um discurso feito
pelo ministro em agosto, em palestra na USP. Uma nova versão
do boletim será divulgada hoje na página da Secom
na internet, com uma explicação sobre o erro.
Agência
é risco à democracia, diz executivo da Rede Bandeirantes.
Informação:
Folha de São
Paulo - Brasil - 15/08/2004
Antonio
Teles, executivo da Rede Bandeirantes, afirmou na audiência
pública do Senado que o projeto de criação
da Ancinav representa um "risco à democracia, por
sua disposição evidenciada de violar o caro valor
da liberdade de expressão".
Em
sua crítica, Teles citou apenas artigos que constavam
na primeira versão do anteprojeto e foram retirados,
em revisão feita pelo MinC: "Considero sinuosa a
maneira como está nascendo a Ancinav. Não sabemos
até onde se pretende ir. Existem duas ou três versões
[do anteprojeto]".
Dizendo
que o setor que representa (TVs abertas) "será intransigente
na reação a propostas que ameacem violar a liberdade
de expressão", Teles afirmou: "Não temos
nada contra um projeto estruturador. Somos contra o controle,
a regulação e a fiscalização".
Quando
a palavra foi aberta aos senadores, Sérgio Cabral (PMDB-RJ)
disse que "as palavras de Antonio Teles não cabem
no vestuário do ministro Gil. Certamente está
fora de tom". O presidente da mesa, Osmar Dias (PDT-PR)
fez referência às próprias críticas
que havia feito no plenário do Senado, quando também
apontou autoritarismo no projeto da Ancinav: "Às
vezes a gente erra no tom".
No
fim da audiência, Teles usou seus minutos de conclusão
para analisar a fala anterior. Disse que preferiu se concentrar
nos pontos do anteprojeto que "atingem esse bem intocável
que é a liberdade de expressão", porque "a
questão da economia do audiovisual me parece complexa
demais".
Política
audiovisual - TVs são críticas à Ancinav.
Congresso será maior desafio.
Informação:
TELA VIVA
News - 14/09/2004
Samuel
Possebon
A
audiência da Comissão de Educação
do Senado realizada nesta terça, 14, que discutiu projeto
de criação da Ancinav, pode ter sido boa para
o Ministério da Cultura em alguns aspectos, mas serviu
também para deixar claro onde é que está
o problema maior a ser enfrentado pelo governo se quiser ver
a idéia materializada: o lobby no Congresso. Para fazer
a Ancinav acontecer, o governo terá que pensar em uma
forma de fazer o projeto andar na Câmara e no Senado,
pois é lá que os principais opositores da idéia
(a televisão) deverão agir.
Antônio
Teles, representante da UneTV (associação que
congrega algumas emissoras de televisão como SBT, Bandeirantes
e Record), participou da audiência no Senado ao lado do
ministro Gilberto Gil e foi o mais duro em relação
ao texto da Ancinav. Teles utilizou trechos da versão
original do anteprojeto (e não a versão alterada
já disponibilizada pelo MinC) para mostrar pontos em
que entende haver excessiva intenção de controle.
"O desejo de intervir e as intenções se manifestaram
na versão tornada pública inicialmente. Ela é
um manual de dirigismo. Não discordamos que se incentive
a cultura nacional nem somos contra um projeto estruturador,
mas seremos intransigentes na oposição a qualquer
coisa que ameace a liberdade de expressão. O projeto
nos remete aos tempos da ditadura do Estado Novo".
Abert
fora
Teles
falou pela UneTV. A Abert, associação onde está
a Globo, entre outras, não participou da audiência,
mas as posições não são muito diferentes.
O medo das TVs, de modo geral, são todos os artigos que,
por serem pouco específicos, podem dar margem a algum
tipo de intervenção, seja em relação
à concentração de meios, ao tipo de conteúdo
a ser priorizado (ainda que educativo, cultural, regional etc).
A situação torna-se ainda mais ruidosa com os
artigos específicos do projeto da Ancinav em que se taxa
a publicidade da TV ou exige um percentual da programação
para a promoção de filmes nacionais. Informalmente,
parlamentares confirmam que o texto que cria a Ancinav não
terá muitas chances de tramitar se vier da forma como
está. Confirmam também que já têm
recebido representantes das emissoras de TV, interessadas em
dar sua visão (negra) sobre o projeto do MinC.
Entre
os senadores que se manifestaram na audiência, Hélio
Costa (PMDB/MG) foi o que mais falou pela radiodifusão.
Criticou a taxa de 4% sobre a publicidade e questionou o ministro
Gilberto Gil sobre a necessidade de criar uma agência
para regular um setor intimamente ligado à expressão
cultural nacional. A esse questionamento, Gilberto Gil respondeu:
"Senador, se tudo pudesse ser objeto de uma única
lei, a Constituição por si só bastaria.
Mas há a necessidade de se criar uma dinâmica regulatória,
pois as coisas avançam, as necessidades mudam. O justo
meio está na igual possibilidade dos extremos".
Gil complementou dizendo que a Ancinav estará sujeita
a um conjunto de regras, a um marco regulatório, e à
Constituição. "Não se deve ter medo
do jogo democrático".
Política
audiovisual
MinC exalta convergência pró-Ancinav e fala em
negociar taxas.
Informação:
TELA VIVA
News - 14/09/2004
Samuel
Possebon
O saldo aparente da primeira audiência pública
realizada no Senado Federal sobre o projeto de criação
a Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual, realizada
nesta terça, 14, na Comissão de Educação,
pode ser sintetizado em algumas poucas palavras: há algum
consenso sobre a necessidade de uma agência, a discussão
sobre as atribuições da Ancinav ainda deve tomar
tempo, nada acontecerá esse ano e o governo deverá
negociar sobretudo aspectos tributários.
Do
ponto de vista político, a ida do ministro Gilberto Gil
ao Senado, cancelando compromissos pré-agendados, foi
extremamente positivo para o Ministério da Cultura. Gil
deixou claro em sua explanação o desejo de dialogar
e o entendimento de que o Congresso é a melhor arena
para isso. Além disso, Gilberto Gil ouviu de vários
setores manifestações de apoio à idéia
de uma Ancinav, ainda que com críticas específicas
à forma atual do projeto. "Não conheço
ninguém que seja contra a idéia de uma Ancinav.
A discordância em relação ao texto do anteprojeto
não significa oposição à idéia",
disse o cineasta Cacá Diegues, em sua manifestação
aos senadores. Manifestações na mesma linha de
apoio a uma Ancinav, ou seja, a uma agência que contemple
a regulação de todas as cadeias da exploração
audiovisual, vieram, com algumas variações e com
ressalvas em relação ao texto proposto pelo MinC,
da ABTA (representando a indústria de TV paga), dos exibidores
de cinema, do Congresso Brasileiro de Cinema e do Ministério
das Comunicações. "Percebo que há
convergência de interesses nesse sentido", disse
o ministro Gilberto Gil.
No
Senado, o MinC deixou claro que deve negociar alguns percentuais
e valores das taxas que seriam criadas ou ampliadas com a Ancinav.
"Entre o zero e o que está colocado na minuta, é
preciso encontrar o ponto de equilíbrio", disse
Gil, que fez referências explícitas à taxa
de 10% sobre os ingressos de cinema e aos 4% cobrados das verbas
publicitárias para TV.
Para
2005
A
senadora Ideli Salvati (PT/SC), líder do governo no Senado,
afirmou que acha pouco provável que o projeto de criação
da Ancinav chegue aos senadores para discussão ainda
em 2004. "O governo deve mandar para a Câmara este
ano, mas só em 2005 o texto deve chegar aqui". Gilberto
Gil reiterou a intenção de ter o texto da Ancinav
pronto em outubro para que no máximo em novembro o presidente
Lula possa enviá-lo ao Congresso. "O audiovisual
é uma questão estratégica para o governo",
disse Gilberto Gil em sua explanação, reforçada
pela senadora Ideli Salvati. Já o representante do Ministério
das Comunicações, Otávio Rodrigues Júnior,
diretor de assuntos jurídicos do ministério, disse
que "o Minicom e o MinC estão discutindo esse assunto
bilateralmente. O Minicom dá apoio ao projeto, que será
um projeto do governo. Entendemos a necessidade da Ancinav,
mas precisamos zelar pelo arcabouço regulatório
já existente para as telecomunicações e
para a radiodifusão".
Política
audiovisual
Ancinav vs. lei de comunicação: um novo dilema.
Informação:
TELA VIVA
News - 14/09/2004
Algumas
sugestões foram feitas ao Ministério da Cultura
durante a audiência pública que discutiu o projeto
da Ancinav, realizada nesta terça, 14, na Comissão
de Educação do Senado Federal. A mais importante
delas veio da ABTA. Além da crítica a diversos
artigos do texto proposto, os quais Alexandre Annenberg, diretor
geral da associação, qualificou de pouco precisos,
a associação das empresas de TV por assinatura
pede atenção à definição
conceitual do tema. "Não é possível
se pensar em uma agência antes que os conceitos e objetivos
do projeto para o setor audiovisual estejam bem definidos. É
preciso que se resgate a idéia de uma Lei Geral da Comunicação,
como se fez com a Lei Geral de Telecomunicações".
Annenberg lembrou ainda que há a tendência de se
ver a televisão como uma coisa só. "O modelo
econômico da TV por assinatura, das empresas de telecomunicações,
das empresas de home-vídeo, é muito diferente
do modelo econômico da TV aberta. Não se pode pensar
que é tudo a mesma coisa". A ABTA não ataca
a idéia da Ancinav, mas faz restrições
em relação às taxações impostas
e também teme que a abrangência e imprecisão
de alguns artigos do texto da Ancinav crie interpretações
equivocadas da lei.
Gilberto
Gil, ministro da Cultura, em sua exposição inicial
à Comissão de Educação, já
havia dito que o projeto da Ancinav é, na verdade, um
resgate da concepção inicial da medida provisória
que criou a Ancine. "A Ancinav estava prevista lá".
E também relembrou os projetos de Sérgio Motta
e Luiz Carlos Mendonça de Barros para a criação
de uma legislação ampla para a comunicação.
Mas deixou claro que o projeto da Ancinav é um primeiro
passo nesse sentido. "A partir dessa proposta é
que testaremos a possibilidade de se chegar a uma legislação
mais ampla".
Regulação
sim
O
cineasta Cacá Diegues diz também acreditar na
possibilidade de ampliação do diálogo entre
cinema e televisão e na necessidade de uma legislação
ampla para a comunicação. "O fato é
que o modelo que temos hoje está dando bons resultados
e não pode ser revisto de maneira descuidada. E não
é isso que está sendo feito. O Ministério
da Cultura deve ser elogiado por colocar as questões
em debate. Mas há muito por fazer", disse. Cacá
Diegues, ao ser questionado pelos senadores, explicou que não
existe nenhum país com uma indústria audiovisual
forte e não regulamentada. "Em todos os países
há regras. Só que essas regras não podem
levar a nenhum tipo de dirigismo, não podem dizer o que
se deve ou não fazer do ponto de vista de conteúdos".
Gilberto Gil esclareceu que não é intenção
do governo dizer como será o conteúdo, mas sim
estabelecer regras para o relacionamento econômico dos
diversos produtores e distribuidores de conteúdo, "para
que todos tenham oportunidades iguais".
Geraldo
Moraes, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema, lembrou
em sua exposição que o debate da Ancinav está
contemplado nas recomendações da Organização
dos Estados Americanos. "Não estamos falando apenas
de uma indústria, mas de valores culturais que precisam
de atenção", disse. Lembrou ainda que a regulação
do mercado brasileiro é necessária e urgente.
Política
audiovisual
Gil diz que diretor da Ancine será indicado em breve.
Informação:
TELA VIVA
News - 14/09/2004
O ministro Gilberto Gil afirmou, durante audiência pública
realizada nesta terça, 14, no Senado Federal, que o presidente
Lula deverá enviar "logo" ao Congresso mensagem
indicando o nome para preencher a vaga na diretoria da Agência
Nacional de Cinema que está vaga desde o início
do ano. Gil também lembrou que a Ancinav, quando for
criada, aproveitará a infra-estrutura, inclusive de pessoal,
da Ancine, "com pouca coisa a mais". Sobre o prazo
de tramitação do projeto da Ancinav, Gilberto
Gil entende que o texto poderá ser enviado pelo presidente
Lula ao Congresso no final de outubro e que os debates poderão
começar imediatamente. "Não acho que seja
o caso de esperar toda a discussão sobre o projeto de
lei das agências reguladoras. Quando essa lei for aprovada,
a Ancinav certamente se adaptará a ela", disse o
ministro.
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