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TV móvel - operadoras e fabricantes colocarão programação de emissoras no celular.


 

Informação: ISTOÉ DINHEIRO - Publicação em 02/03/2005

Por Manoel fernandes

A próxima Copa do Mundo, prevista para acontecer em junho de 2006, na Alemanha, servirá como laboratório para as empresas de telefonia móvel. As companhias irão ter pela primeira vez a transmissão das partidas mais importantes para a tela dos celulares. Será a estréia da TV móvel, um antigo sonho das empresas de telefonia. Fabricantes de equipamentos também estarão em território alemão para acompanhar o desempenho dos seus aparelhos. Marcas como Nokia, Sony, Ericsson e Philips já desenvolveram celulares capazes de atender às demandas dessa nova tecnologia, que exige uma infra-estrutura telefônica capaz de permitir transmissões em alta velocidade.

Pelos padrões em desenvolvimento existem duas maneiras do sinal da tevê chegar aos celulares. O primeiro segue uma trajetória parecida com os televisores comuns. A emissora envia o sinal para um satélite que desce para uma torre de transmissão e segue até o celular. No segundo modelo, o sinal sai direto do satélite até o telefone móvel. Dados de institutos de pesquisa indicam que em 2013 metade dos celulares vendidos a cada ano terá o recurso da TV móvel. É um volume de aparelhos na casa dos 300 milhões de unidades. Até o final do ano, os consumidores da Coréia já terão esse serviço à disposição. As operadoras do país fizeram testes e se preparam para entrar em escala comercial. Os coreanos são ávidos consumidores de novas tecnologias, mas os usuários da Inglaterra terão em breve o mesmo recurso. A TV móvel agrega receitas para operadoras e também para as emissoras. Para obter as telas em seus celulares, os consumidores não pagarão pela recepção do sinal, mas pelo serviço ofertado pela empresa de telefonia.

Outra possibilidade em oferta nos Estados Unidos é transmitir programas ou shows da televisão utilizando a infra-estrutura da internet. A americana MobiTV é uma das empresas que já apostam nessa possibilidade. Por menos de 30 reais por mês, os clientes têm à disposição nos celulares o conteúdo das grandes emissoras dos EUA como a NBC, ABC e até canais da TV a cabo. No Brasil, o assunto é acompanhado com interesse e há grandes grupos de mídia interessados em explorar essas oportunidades. As Organizações Globo encomendaram um amplo estudo sobre como as empresas do grupo poderão entrar de alguma forma no negócio dos celulares. A TV móvel é um dos pontos em discussão. A Globo não quer ficar de fora daquilo que pode ser tão revolucionário quanto a invenção da própria televisão.

300 milhões de celulares com recursos de TV serão vendidos em 2013