Informação:
TELA VIVA
News - 24/11/2004
A
Finep lançou nesta quarta, 24, as quatro últimas
cartas-convite para a seleção dos projetos de
pesquisa que farão parte do conjunto de informações
necessárias para a criação do Sistema Brasileiro
de Televisão Digital (SBTVD). As propostas serão
recebidas até o dia 24 de dezembro e os resultados saem
a partir do dia 5 de janeiro de 2005. Como a Finep estabeleceu
em 10 meses contados da assinatura dos contratos os prazos de
execução, ou seja, até pelo menos novembro
de 2005. Está claro, portanto, que o prazo de março
de 2005 para a seleção do SBTVD não deve
ser cumprido, pelo menos não de forma integral. Este
último lote de cartas-convite inclui quatro temas diferentes.
As informações completas estão no site
da Finep (www.finep.gov.br). Confira as especificações
e as expectativas para cada carta-convite:
1)
Serviços, Aplicações e Conteúdo:
As propostas para essa carta-convite deverão levar em
conta, segundo a Finep, a usabilidade do SBTVD. "A usabilidade
envolve a definição da linguagem e da interface
de navegação", diz a carta. "Para endereçar
as necessidades e motivações do usuário,
é proposta a definição de um método
para levantamento destas necessidades junto ao público
e da respectiva aplicação, na forma de uma pesquisa,
cujo resultado fornecerá insumos para a definição
da linguagem e da interface de navegação".
Para as pesquisas nessa área estão designados
recursos não-reembolsáveis originários
do Funttel no valor de até R$ 3,3 milhões e cada
projeto aprovado terá um limite de até R$ 1,1
milhão.
2)
Camada de Transporte e Middleware: Aqui, a Finep espera propostas
que não se restrinjam "ao suporte e à difusão
de sons e imagens". Segundo a Finep, os novos programas
deverão ser multimídia, "significando isso
uma mescla de informações auditivas, visuais,
textuais, gráficas etc". Eles poderão ter
uma estrutura não-linear de apresentação,
diz a carta-convite, "significando que o usuário
poderá requerer o acesso a informações
de forma aleatória, e estas estarem espacial ou temporalmente
dispersas". Para este projeto estão designados R$
3 milhões do Funttel, sendo o máximo por instituição
estabelecido em R$ 1 milhão.
3)
Recepção, Codificação de Canal e
Modulação: Para a Finep, está claro que
entre os objetivos do SBTVD estão expressos a "robustez
do sistema para enfrentar condições adversas de
recepção, tais como em antenas internas e terminais
portáteis ou móveis; e a flexibilidade que possibilite
tanto ao radiodifusor como ao usuário, o emprego da plataforma
para diversas finalidades, que extrapolam a recepção
passiva que caracteriza a atual televisão analógica".
Por isso, a carta-convite busca o atendimento dos requisitos
de robustez, flexibilidade e eficiência espectral, "que
são fortemente dependentes do Subsistema de Modulação
adotado". O orçamento para estas pesquisas é
de R$ 9,6 milhões, e o teto por instituição
é de R$ 3,2 milhões.
4)
Codificação de Sinais Fonte: Aqui está,
talvez, a principal inovação pretendida no plano
técnico pelos idealizadores do SBTVD. O sistema brasileiro
deverá estar compatível com a compressão
MPEG 4. Segundo a Finep, na carta-convite, "completa migração
para este novo algoritmo de codificação de vídeo
tende a ser gradual, dado o uso em larga escala do MPEG-2 no
mercado atual. Isto cria uma necessidade por mecanismos que
permitam converter vídeo comprimido a partir do padrão
MPEG-2 para o padrão H.264/AVC (MPEG 4) e vice-versa".
Há ainda a perspectiva, diz a Finep, de que o SBTVD venha
a adotar a coexistência de terminais de acesso com resoluções
diversas (HDTV, SDTV, LDTV), "de maneira a permitir a gradual
adesão de usuários e o aprimoramento da qualidade
de vídeo, considerando as atuais condições
do parque instalado de receptores no Brasil. Uma alternativa
para lidar com esta diversidade de resoluções
é a utilização de mecanismos que permitam
a conversão do feixe de bits de vídeo codificado
para diversas resoluções e taxas de bits".
A Finep estabelece, por fim, que as pesquisas nesse campo devem
considerar "a interoperação com outros sistemas
de televisão digital e redes de telecomunicação.
Em particular, a etapa de codificação de vídeo
nos atuais sistemas é heterogênea do ponto de vista
dos formatos de codificação utilizados (ou seja,
há diversidade de padrões, resoluções,
taxas etc)". Desta forma, diz a carta-convite, torna-se
necessária uma "investigação a respeito
de mecanismos que permitam a conversão eficiente entre
feixes de bits de vídeo codificado nos diferentes formatos
utilizados". O orçamento para as pesquisas neste
campo é de R$ 4,38 milhões, com limite de R$ 1,46
milhão por instituição.
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