Informação:
TELA VIVA
News - 29/09/2004
Os provedores e integradores de conteúdos para serviços
móveis formaram uma associação, atualmente
em fase de regularização, com o objetivo inicial
de criar uma auto-regulamentação para o mercado
de serviços de valor adicionado. A AESCA (Associação
das Empresas de Serviços e Conteúdo Agregado)
foi formada há cerca de quatro meses e é presidida
por Sergio Ociolo, do SBT.
A
regulamentação do mercado de serviços de
valor adicionado foi defendida na manhã desta quarta-feira,
29, por Cesar Frantz, diretor da SupportComm, durante o segundo
painel do Tela Viva Móvel, que acontece no ITM, em São
Paulo até amanhã. Segundo ele, o mercado está
sentindo necessidade de regras mais claras para poder fazer
um melhor planejamento estratégico.
II
Tela Viva Móvel
Mercado de VAS está internacionalizado.
Informação:
TELA VIVA
News - 29/09/2004
A
presença de players globais de conteúdos de VAS
(serviços de valor adicionado) no Brasil, e de empresas
brasileiras no exterior, já é uma realidade. Este
foi o tema do segundo painel desta quarta, dia 29, no II Tela
Viva Móvel, que acontece até amanhã no
ITM Expo, em São Paulo.
A
Takenet, por exemplo, principal fornecedor de ringtones do país,
conta , além de sua sede em Belo Horizonte, com escritórios
em São Paulo, Santiago (Chile), México e dois
nos EUA. Faz ainda venda para a Europa, China e Japão,
inclusive de conteúdos ligados à imagem do Brasil,
como música, paisagem e mulheres. O portal Lokomix, por
exemplo, que agrega serviços de música, chat etc,
está presente na operadora Telcel, do México e
nos EUA, voltado para o mercado hispânico.
Segundo
Cesar Frantz, diretor da SupportCom, a entrada de provedores
estrangeiros no país trouxe um estímulo ao desenvolvimento
e à qualidade, mas principalmente abriu a portas do mercado
internacional para o Brasil, em uma via de duas mãos.
"Depois que começamos as parceria internacionais,
nosso crescimento foi muito rápido, da ordem de 20% a
30% ao mês", afirmou.
Custo
alto
Uma
dificuldade enfrentada pelos grupo estrangeiros que atuam no
Brasil ainda são os custos. Segundo Lucas Longo, da mobileStream,
provedora global instalada no Brasil há cerca de três
meses, enquanto na Europa ou EUA paga-se uma taxa de aproximadamente
US$ 10 a US$ 15 pelo armazenamento de uma música no servidor
(para fazer um ringtone), no Brasil o detentor dos direitos
pede cerca de US$ 100 por música.
Por
outro lado, ele observa que o Brasil tem algumas peculiaridades
culturais interessantes. É um dos poucos mercados em
que o conteúdo nacional é mais consumido que o
estrangeiro. Também é um mercado de early adopters
(pessoas que gostam e adotam rapidamente novas tecnologias)
e de uma cultura extrovertida, em que a pessoas gostam de se
mostrar, através por exemplo de ringtones diferenciados.
II
Tela Viva Móvel
Claro: "qualidade do conteúdo precisa melhorar".
Informação:
TELA VIVA
News - 29/09/2004
O crescimento dos serviços móveis no Brasil se
deu muito rapidamente, com os serviços atingindo quase
os mesmos níveis da Europa em poucos anos. Por causa
dessa velocidade, muitas vezes a qualidade dos conteúdos
fica abaixo da esperada. Essa foi uma das observações
que o diretor da Claro, Marco Quatorze, fez na manhã
desta quarta, 29, aos provedores, integradores e desenvolvedores
de conteúdos presentes ao II Tela Viva Móvel.
O
executivo também advertiu que muitas vezes os provedores
de conteúdo se esquecem da mídia celular na hora
de formatar seus produtos, e que às vezes se perdem oportunidades
porque um conteúdo (filme, música etc) não
foi adequadamente formatado para as especificidades das redes
móveis. Ele criticou também o pouco aproveitamento
que é feito com o cross-media, a promoção
de um mesmo conteúdo em diferentes meios. E advertiu
ainda que faltam no Brasil provedores dispostos a invetir em
marcas próprias. "No México há 44
integradoras anunciando seus conteúdos para celular nas
revistas para jovens. No Brasil, conta-se nos dedos de uma mão".
Segundo ele, as empresas querem entrar no guarda-chuva de serviços
das operadoras (sistema conhecido como "white label"),
mas nem sempre há espaço nas teles, e capacidade
de divulgação, para todos os conteúdos
ofertados.
Estrangeiros
Em
relação aos provedores internacionais de conteúdo
que provêm serviços no Brasil, Quatorze afirmou
que eles querem oferecer às operadoras plataformas completas,
mas que isso as teles celulares já têm, e não
há interesse. "Eles têm que oferecer conteúdo",
disse. Também queixou-se da falta de presença
e suporte local destes provedores. Outro problema é que
muitas vezes estas empresas detêm grande número
de direitos de músicas e clipes, mas sem validade para
o Brasil. "O lado bom (dos estrangeiros) é que eles
têm uma grande cultura de cross-media e muita qualidade
de conteúdo", concluiu.
|