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Informação:
TELA VIVA
News - 17/09/2004 Samuel Possebon
Por que complicar se hoje já existe um padrão
tecnológico que permite a digitalização
das redes de rádio brasileiras sem mexer no espectro,
sem ter que fazer novas licitações, sem ter que
dar canal adicional e sem ter nenhuma forma de impacto negativo
para o usuário? São essas as perguntas que José
Inácio Pizani, novo presidente da Abert, coloca ao falar
do IBOC, o padrão norte-americano para a digitalização
do rádio e que, ao que tudo indica, será a bandeira
a ser defendida pelos radiodifusores também no Brasil.
"Estamos ainda na fase de estudos, mas parece que é
o caminho mais lógico, pois não se mexe no espectro,
nem na canalização, nem nas outorgas". Os
radiodifusores vão esperar até que o governo decida
qual será o padrão do rádio digital antes
de iniciar o processo de digitalização, como está
acontecendo com a TV? "Sempre fomos legalistas, sempre
esperamos o governo dizer antes se algo poderia ser feito ou
não. Mas me parece que no caso do rádio digital
estamos falando apenas de uma evolução tecnológica,
sem impactos paralelos, sem complicadores tecnológicos.
Mesmo assim, a Abert está trabalhando com a Anatel no
sentido de entender qual o melhor padrão", diz Pizani.
Sobre
a digitalização da TV, o novo presidente da Abert
fala mais cautelosamente. "O governo está com uma
proposta de trabalho. Entendemos isso, mas também entendemos
que a TV digital é uma realidade no mundo, queiramos
ou não, e o Brasil é parte desse cenário.
Vivemos em uma esfera em que a tecnologia não tem mais
fronteiras e não tem mais nacionalidade, e a universalidade
da tecnologia não pode ser negada. Tenho imenso respeito
pelos engenheiros e pesquisadores brasileiros, que são
de grande capacidade, mas vai ser difícil sobrepujar
tudo o que já se fez, porque o país está
integrado ao mundo e merece ter o que for melhor e mais barato".
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