| Informação:
TELA VIVA
News - 01/12/2004
A
Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio
e Televisão) entende que o governo não precisará
criar regras para a entrada do rádio digital no Brasil.
"Com o padrão IBOC, é possível às
emissoras de rádio se digitalizarem rapidamente, sem
interferir no espectro, sem mudar a canalização
e sem interferências", diz o presidente da associação,
José Inácio Pizani. "E me parece que o governo
já percebeu isso e mostra sensibilidade ao nosso pleito",
reforça.
O
temor da Abert é que o governo decida desenvolver estudos
sobre rádio digital da mesma forma que o fez com o padrão
de televisão, atrasando o processo. "O rádio
digital tem um processo muito simples de migração
pelo padrão IBOC", diz Pizani.
TV
digital
Sobre
o processo de escolha do padrão a ser adotado no Brasil
para TV digital, a Abert evita criticar diretamente o processo
escolhido pelo governo. "Para nós, está claro
que qualquer que seja o padrão a ser adotado, ele precisa
permitir a TV de alta definição, a portabilidade
e a mobilidade", diz Pizani. A associação
participa do processo de escolha do padrão brasileiro
por meio do Comitê Consultivo. Segundo Ronald Barbosa,
representante da Abert no comitê, de fato as pesquisas
estão tomando mais tempo do que o imaginado inicialmente
e já se fala que a TV digital no Brasil estará
pronta "apenas para a Olimpíada de 2008". Ronald
Barbosa ressalta, contudo, que a meta de ter o sistema brasileiro
escolhido e operante na Copa de 2006 ainda existe. "O que
queremos é ter a chance de ter uma emissora piloto para
testar as possibilidades", diz Barbosa. "A digitalização
das emissoras é inevitável e já começou.
Falta apenas definir a questão da transmissão",
diz Pizani.
|