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Informação:
Comunique-se
- 01/10/2004
Edson
Sardinha, de Brasília
A Câmara vai dar explicações ao Ministério
Público do Trabalho do Distrito Federal sobre a demora
na convocação dos jornalistas aprovados no último
concurso público. O secretário-geral da Casa,
Sérgio Sampaio, foi convidado a prestar esclarecimentos
ao procurador Valdir Pereira da Silva na próxima quarta-feira
(06/10), a partir das 14h30.
Depois
de receber denúncia anônima, o Ministério
Público do Trabalho instaurou um processo investigatório
(440/04) para apurar se houve ou não irregularidade na
contratação de jornalistas terceirizados após
a homologação do concurso.
O
resultado foi homologado no dia 27/04, o edital previa o aproveitamento
de 31 profissionais aprovados para as áreas de rádio,
TV e impresso, mas até agora ninguém foi chamado.
Há
três possibilidades de desdobramento do encontro. O procedimento
poderá ser arquivado, caso as explicações
do diretor-geral geral sejam consideradas satisfatórias
pelo Ministério Público do Trabalho. Se for constatado
algum tipo de irregularidade, o procurador deve propor um ajustamento
de conduta e fixar prazos para a convocação dos
aprovados. E, ainda nesse cenário, na falta de um acordo
entre as partes, o Ministério Público do Trabalho
pode propor uma ação civil pública contra
a Câmara.
Convocação
ainda este ano
Na semana passada, o secretário de Comunicação
da Casa, Márcio Araújo, afirmou ao Comunique-se
que 69 aprovados serão convocados ainda este ano. A chamada
depende da aprovação de um projeto de resolução
que cria outras 38 vagas para preencher, na totalidade, os lugares
que serão deixados por terceirizados e aposentados.
Segundo
ele, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a
substituição de todos os profissionais não
concursados. O problema é que, desde a elaboração
do edital, em 2002, o número de terceirizados saltou
de 31 para 50.
“Se
não chamarmos todos de uma vez só vez para as
38 vagas restantes, além de não resolvermos o
problema como um todo, corremos o risco de criar outro, com
a possibilidade de quem está na seqüência
da lista entrar com ação judicial para ocupar
a vaga”, disse.
A
demora na convocação tem provocado transtorno,
revolta e preocupação entre os aprovados. Alguns
perderam o emprego e outros se mudaram para Brasília
na perspectiva de que seriam chamados logo. Eles alegam que
a contratação de terceirizados depois de realizado
o concurso, que tem validade de um ano, viola a Constituição.
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