| Informação:
TELA VIVA
News - 02/12/2004
Gilda
Furiati (colaboradora) e Samuel Possebon
O
Ministério das Comunicações quer ter pronto
em setembro de 2005, segundo o secretário executivo Paulo
Lustosa, um projeto de reestruturação do setor
de telecomunicações e comunicações
para os próximos dez anos. O secretário participou
nesta quinta, 2, da abertura do I Fórum sobre Políticas
Públicas de Telecomunicações, promovido
pelo Minicom. Segundo Lustosa, o ciclo de metas de dez anos
iniciado em 1995 está se encerrando e é necessário
pensar em novo ciclo, o que está sendo feito agora pelo
Minicom.
Lustosa
destaca dois pontos que precisam ser trabalhados pelo ministério
nesse sentido: atualizar a Lei Geral de Telecomunicações
e buscar um modelo de Lei de Comunicação Eletrônica,
o que significa rever o marco regulatório completo do
setor. "É possível prever uma atualização
nos marcos regulatórios, mas não é falar
apenas em inclusão digital e conexão de computadores.
Estamos falando agora em convergência, em integração
entre televisão, celular, internet, telefonia etc."
Perguntado
se essa iniciativa não se confundiria com o trabalho
que está sendo feito pelo Ministério da Cultura,
de uma legislação de apoio à Ancinav e,
futuramente, uma Lei Geral do Audiovisual, Lustosa concordou
que há semelhanças nos projetos e que caberá
à Casa Civil integrar as iniciativas.
Orçamento
O
Ministério das Comunicações, segundo Lustosa,
está trabalhando internamente no projeto de Lei de Comunicação
Eletrônica. De fato, segundo a meta 19 do Orçamento
da União, estabelecida para o Minicom, há uma
provisão de R$ 1,27 milhão para a "elaboração
de um documento formal que represente uma proposta legislativa
do Ministério das Comunicações para uma
nova normatização da Comunicação
Social Eletrônica no Brasil". No orçamento
consta que será promovido "o estudo e a discussão
no âmbito do Ministério das Comunicações
visando a consolidação do referido documento,
devendo ser considerados os frutos do debate promovido com a
sociedade civil".
O
objetivo do Minicom é criar um grupo de estudos com representantes
dos diversos "pólos sociais" e contratar uma
consultoria que "recolherá e consolidará
os dados e subsídios recebidos durante a fase de debates
em uma proposta de projeto de lei que será enviada ao
Congresso Nacional". O projeto foi iniciado este ano e
vai até dezembro de 2007 e é coordenado pela Secretaria
de Serviços de Comunicação Eletrônica.
Segundo
Lustosa, o CPqD já está trabalhando na elaboração
desses projetos de metas e em setembro de 2005 será possível
saber o que deve ser alterado na Lei Geral de Telecomunicações
e demais regras do setor.
Radiodifusão
Outro
tema citado por Lustosa e que tem dominado debate em diversas
esferas do governo diz respeito a uma política para a
radiodifusão comunitária. O Minicom quer desburocratizar
o setor e permitir, "onde for possível", que
prevaleça o controle social sobre essas emissoras. Este
noticiário apurou que existem em diferentes esferas do
governo projetos paralelos para a radiodifusão comunitária.
São idéias que vão desde a criação
de uma rede pública de radiodifusão comunitária
até a digitalização das emissoras. Não
existe, por enquanto, uma coordenação de todos
os projetos.
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