| Informação:
Observatório
da Imprensa - 05/04/2005
Alberto
Dines
É
injustificada a celeuma em torno da suspensão pela direção
da TVE da exibição dos dois curtas-metragens.
Os interessados têm todo o direito de espernear, mas confundir
a suspensão com censura é uma grossa asneira.
Pior é a tentativa de pisotear o interesse público
em nome de uma licenciosidade disfarçada em liberdade
artística.
Este
Observador não é funcionário da TVE e não
tem delegação para defender ou justificar um ato
soberano da sua direção. Mas justamente na condição
de observador da mídia tem o direito e, mais do que isso,
a obrigação de manifestar sua opinião e
promover um debate esclarecedor de modo a impedir que palavras
de ordem substituam os argumentos.
O
Estado de Direito pressupõe liberdade de escolha. A TVE
é uma emissora educativa, portanto obrigada a escolher
conteúdos condizentes com as suas obrigações
estatutárias – a educação da audiência.
A TVE é estatal, mas o Estado é mantido pelo contribuinte.
O cidadão que a sustenta espera um conteúdo edificante,
de bom gosto, capaz de elevar o seu padrão cultural e
distribui-lo ao maior número de concidadãos para
que, juntos, possam usufruir dos seus benefícios.
O
teor altamente escatológico de uma exibição
circense sobre a vagina, por exemplo, vai na direção
contrária dessas premissas. São peças chocantes,
grosseiras, de mau gosto. Ferem a dignidade do telespectador.
Podem talvez agradar a uma minoria, mas a TVE está comprometida
apenas com o interesse das maiorias – por isso é
considerada pública.
A
TVE – como aliás qualquer concessão de rádio
e TV – tem a obrigação de selecionar o material
que leva às suas audiências; não cabe ao
cidadão desprevenido transformar-se em juiz do que lhe
será mostrado. Esta função delegou-a à
direção das emissoras que o atendem.
O
fato de as obras terem sido premiadas não confere aos
seus autores o direito de impor seus padrões estéticos
de forma arbitrária, sem levar em consideração
os padrões estéticos do destinatários e
as finalidades sociais de uma emissora educativa.
A
Constituição Federal – nos artigos 220 e
221 – é inequívoca quando estipula que o
poder público deve fiscalizar a adequação
da programação a horários e faixas etárias.
É inequívoca também quando determina que
a programação televisiva deve respeitar os valores
éticos e morais da pessoa e da família. As obras
em questão não os respeitam.
Manifestações sobre o caso
Está
circulando, através da internet e agora na imprensa (O
Globo), uma discussão a partir de um comunicado assinado
pelos cineastas Marcelo Laffitte, presidente nacional da Associação
Brasileira de Documentaristas, e Luiz Carlos Lacerda, presidente
da Associação Brasileira de Cineastas, protestando
contra o cancelamento da exibição dos filmes Veludo
& Caco de Vidro, de Marco Martins, e A Lâmpada e a
Flor, de Pablo Ferreira no programa Curta Brasil.
A
TVE Brasil esclarece que a suspensão da veiculação
das obras foi decidida pela emissora em conjunto com o CTAv
– Centro Técnico Audiovisual do MinC –, co-produtor
do programa, após verificarem que as produções
continham cenas não adequadas para a exibição
em televisão aberta, no horário, com base na Portaria
Nº 796, de 8 de setembro de 2000, do Ministério
da Justiça.
Informamos
ainda que o Curta Brasil é exibido às 22h30 de
domingo e não no último horário da programação
como afirma a nota dos cineastas.
A
direção da TVE Brasil tem como uma de suas missões
a promoção e divulgação da produção
independente brasileira, sendo a única emissora aberta
que dedica seis programas de debate, e divulgação
do audiovisual brasileiro – Curta Brasil, Cadernos do
Cinema, Revista do Cinema Brasileiro, Curta Criança,
DOC TV e Sexta Independente – são espaços
semanais que fazem chegar à nossa população
a diversidade da produção nacional. Há
anos nos esforçamos em fazer uma TV Pública com
compromisso, criatividade e responsabilidade.
Somos
contra a censura por principio e temos consciência de
que são as TVs Públicas que devem discutir e buscar
padrões e parâmetros de atuação da
TV aberta no Brasil.
No
ar desde 1995, o programa dedicado aos curtas-metragens brasileiros
antecipou recentemente o seu horário para às 22h30
que, inicialmente, era a meia-noite. Esta mudança permitiu
ao Curta Brasil conquistar uma maior audiência, mesmo
sabendo que passaríamos a ter algumas restrições
na seleção dos filmes. Foi feita ainda uma reformulação
visual, nova vinheta e cenários, presença de cineastas
de outros estados, o que resultou numa valorização
geral do programa.
Os
responsáveis pelo Curta Brasil, TVE e MinC, sabem da
importância da obra dos dois jovens diretores e, em nenhum
momento, apresentaram qualquer restrição à
qualidade técnica e valor artístico do trabalho.
A questão central referiu-se exclusivamente ao horário
de exibição e os procedimentos estão sendo
tratados e discutidos internamente na emissora, com os produtores
do programa e o CTAv. Entendemos a posição dos
realizadores e estamos efetivamente buscando uma solução
que não prejudique a TVE e o programa, bem como todos
os atores envolvidos neste debate.
Consideramos
que esta é um discussão importante e necessária,
sobretudo por tratar-se de uma TV educativa e cultural, que
envolve profissionais que sempre estiveram a frente das reflexões
sobre a ética e a qualidade na comunicação
social.(...)
Beth
Carmona, Diretora Presidente, ACERP-TVE Brasil; Rosa
Crescente, Diretora Geral da TVE Brasil
***
Ao Exmo Sr. Gilberto Gil
Ministro
de Estado da Cultura
Exmo.
Senhor.
Cabe-nos
relatar e solicitar providências para fato de extrema
gravidade que ocorreu na TVE na semana passada, especificamente
no programa Curta Brasil, um dos raros espaços na TV
brasileira que, há 10 anos, é dedicado à
difusão dos filmes de curta-metragem produzidos em todas
as regiões do país.
Dois
programas da citada série, um contendo o filme Veludo
& Cacos-de-Vidro e outro o filme A Lâmpada e a Flor,
ambos trabalhos universitários premiados em diversos
festivais, tiveram sua exibição proibida pela
direção da emissora por questões subjetivas
de moralidade.
No
primeiro programa, cujo complemento foi o filme Opera Curta,
de Marcelo Laffitte, e o convidado foi o cineasta Luiz Carlos
Lacerda, dois temas marcantes do debate foram, primeiro, o movimento
gay no Brasil e, segundo, a atual conjuntura da política
audiovisual no país, com ênfase para o projeto
Ancinav e a TV pública.
A
alegação oficial da TVE para a suspensão
dos programas – transmitida por uma funcionária
da produção – foi de que problemas técnicos
haviam destruído as fitas.
Como
esses filmes não possuem Classificação
Etária expedida pelo Poder Judiciário –
assim como várias centenas de outros já exibidos
pelo programa Curta Brasil – conclui-se que o julgamento
do que é próprio ou impróprio para a sociedade
brasileira foi feito de forma unilateral, tendo somente a investidura
da função da autoridade executora como instrumento
de força legal.
Tal
atitude caracteriza violência grave contra o estado de
direito democrático e nos remete ao vergonhoso passado
de autoritarismo militar. Isto é inconcebível
no governo democrático e progressista que ora vivemos.
Assim
sendo, esperamos que o Ministério da Cultura, a Secretaria
do Audiovisual e a TVE revejam esta decisão e retomem
a programação planejada para o programa Curta
Brasil.
Sendo
só para o momento, despedimo-nos com nossos votos de
elevada estima. [16/3/2005]
Marcelo
Laffitte – Associação Brasileira
de Documentaristas, presidente; Luiz Carlos Lacerda
– Associação Brasileira de Cineastas, presidente
***
Fato
grave ocorreu esta semana na TVE. Os programas Curta Brasil
gravados com os filmes Veludo&Caco de Vidro e A Lâmpada
e a Flor foram impedidos pela direção geral da
emissora de entrar na programação. Motivo: contém
cenas impróprias para a TVE, mesmo para o último
horário noturno. A decisão foi tomada após
consulta e concordância do CTAv.
Como
os filmes não possuem Classificação Etária
expedida pelo Poder Judiciário, assim como várias
centenas de outros curtas que já foram exibidos pelo
Curta Brasil, conclui-se que o julgamento do que é próprio
ou impróprio para a sociedade brasileira foi determinada
de forma unilateral, tendo somente a investidura da função
da autoridade como instrumento de força legal.
Até
hoje, durante os 10 anos de existência do Curta Brasil,
a curadoria dos filmes era feita pelo CTAv. A partir de agora,
o CTAv continua responsável pela curadoria, mas será
necessária a aprovação de um ou mais funcionários
da TVE (poderá até ser uma comissão), que
assistirão os filmes e decidirão se são
ou não são próprios para a exibição.
Estamos
nos articulando com outras entidades (Abraci foi a primeira)
para levantar este debate e tomar os encaminhamento cabíveis.
Nossa determinação é que esta decisão
seja revertida.
Marcelo
Laffitte – ABD Nacional, presidente
***
Durante esta semana está circulando, através da
Internet, um comunicado assinado pelos cineastas Marcelo Laffitte,
presidente nacional da Associação Brasileira de
Documentaristas, e Luiz Carlos Lacerda, presidente da Associação
Brasileira de Cineastas, protestando contra o cancelamento da
exibição dos filmes Veludo & Caco de Vidro
e A Lâmpada e a Flor no programa Curta Brasil.
A
TVE Brasil, que em sua programação valoriza a
cultura e a arte brasileira, respeitando os valores éticos
e sociais, esclarece que a não veiculação
das obras foi decidida pela emissora em conjunto com o CTAV
– Centro Técnico Audiovisual do MinC –, co-produtor
do programa, após verificarem que as produções
continham cenas inadequadas para a exibição em
televisão no horário das 22h30, nos termos da
Portaria Nº 796, de 8 de setembro de 2000, do Ministério
da Justiça.
Beth
Carmona, Diretora Presidente –ACERP, TVE Brasil
e Rádio MEC
***
O
Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações
e Artes da Universidade de São Paulo, na condição
de produtor do curta-metragem A Lâmpada e a Flor, trabalho
de conclusão de curso de Pablo Ferreira, vem manifestar
seu estranhamento diante do cancelamento da sua exibição,
em programa conjunto com Veludo & Caco de Vidro, de Marco
Martins. Como bem sabe Vossa Senhoria, A Lâmpada e a Flor
foi produzido dentro de critérios que visam a formar
um profissional de qualidade, com capacidade inovadora e visão
cultural abrangente, aliada à competência técnica
na área da produção audiovisual.
Respeitamos
o trabalho que Vossa Senhoria vem desenvolvendo na TVE, que
demonstra clareza da responsabilidade social e cultural de uma
televisão pública, e justamente por isso torna-se
para nós incompreensível tal atitude num momento
em que acreditávamos não mais existir censura
no País.
Uma
televisão pública deve pautar-se por oferecer
aos seus espectadores programas de qualidade que a diferenciem
da oferta exclusivamente comercial da televisão aberta
em que proliferam programas de baixo nível artístico
e ético, exibidos sem nenhum controle social. O fato
de a TVE ter convidado filmes produzidos em escolas de cinema
para serem exibidos no programa Curta Brasil demonstra rara
sensibilidade em abrir espaço para a veiculação
de produções diferenciadas, resultantes da experimentação
e do aprendizado. Ao considerá-los "inadequados"
para o horário do programa, a mesma TVE revela, no entanto,
excessiva tutela com relação ao público
esclarecido e promove um retrocesso preocupante.
Em
vista da delicadeza da questão, acreditamos indispensável
um esclarecimento consistente da TVE, a partir do qual se possa
avançar no debate sobre a função social
e cultural da TV pública e as responsabilidades de dirigentes,
produtores e da comunidade. [São Paulo, 28 de março
de 2005]
Maria
Dora G. Mourão, Chefe do Departamento de Cinema,
Rádio e TV da Escola de Comunicações e
Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP)
***
Tomo
a liberdade de enviar-lhe esta mensagem de solidariedade aos
cineastas censurados pela TVE e de manifestar meu repudio a
essa ameaça à liberdade de expressão artística.
[15/3/2005]
Nelson
Pereira dos Santos, cineasta
***
Tomei
conhecimento, através do presidente da ABD nacional Marcello
Lafite e pelo diretor da ABRACI, Luis Carlos Lacerda, da suspensão
dos programas gravados e contendo os filmes Veludo e Caco de
Vidros e Opera Curta e A Lâmpada e a Flor e Uma Estrela
para Ioio. Apesar de ser apresentadora, roteirista e coordenar
os debates do Curta, até agora não fui informada
sobre os motivos da não exibição e tenho
respondido com minha opinião pessoal aos diretores, curta-metragistas
e amigos que tem me ligado e questionado sobre o assunto. E
me cobrado uma posição.
Se
realmente os programas foram cancelados por conterem cenas de
sexo, ou por terem sido considerados inadequados para o público
da TV aberta, me parece uma questão que deve ser discutida
de forma pública e transparente tendo em vista que:
a)
Esses filmes são reconhecidos e premiados no meio, alguns
realizados dentro de Universidades Públicas, orientados
por professores, ou simplesmente a expressão de estéticas
e comportamentos plurais (Veludo e Caco de Vidro é uma
homenagem a Rogério Sganzerla, com sua ironia e deboche),
Opera Curta é um filme com temática GLS, A Lâmpada
e a Flor trata da exploração sexual de uma mulher
e é um curta de conclusão do Curso de graduação
em Cinema da USP, feito dentro de uma Universidade Pública
e com aval dela. Uma Estrela para Ioiô é um filme
sobre uma prostituta romântica.
b)
Se a Televisão Educativa e pública não
tem espaço para essa produção, onde seriam
exibidos? Esses filmes não são o Ratinho, não
é a banheira do Gugu, não tem nada a ver com o
alvo da campanha contra "a baixaria" na TV. Os filmes
tem sua proposta, são apresentados, discutidos, os temas
polêmicos são apresentados pelos próprios
diretores, por mim e por convidados. Já passamos e discutimos
no Curta Brasil temas como drogas, aborto, violência,
prostituição, crime, tortura, etc.
c)
Nunca recebemos um e-mail (que eu saiba) reclamando das abordagens
dos filmes. Já exibimos curtas com cenas e temas tabus
e fortíssimos, mas sempre os filmes vem contextualizados
pela apresentação e debate. Exibimos Ave, de Paulo
Sacramento, as animações de Alain Siber (com um
curta inclusive vetado pela Igreja), filmes com cenas de streap
tease, tráfico, consumo de drogas, violência doméstica,
morbidez, mutilação, experiências limites
que fazem parte de nossa sociedade e que, no meu entender, devem
ser mostradas e discutidas. Exibimos filmes trazendo a diversidade
sexual (homossexualismo, GLS, bisexualismo, hetero, todo tipo
de comportamento sexual). Nunca houve em 10 anos (estou há
menos tempo, mas nunca tive essa informação),
questionamento ou condenação por parte dos espectadores
da forma como foram exibidos os filmes ou conduzidos esses debates.
Em alguns casos, orientada pelo diretor do programa, avisamos
que o filme em questão continha cenas fortes.
d)
Se os programas foram suspensos, acredito que o mais correto
seria informar os diretores do motivo. É muito frustrante
para um jovem diretor de cinema, depois de anunciado e divulgado
(eu mesma tinha divulgado os filmes para os meus alunos do Curso
de Comunicação da UFRJ) saber que foram cancelados
e substituídos na última hora por uma reprise,
como aconteceu neste domingo, dia 13 de março. Sem maiores
explicações.
Desconheço
os critérios de exibição de filmes na TV
aberta, no domingo, às 22h30 e os critérios usados
para o cancelamento. Fui informada que foram as cenas de sexo,
no meu entender totalmente dentro do contexto dos filmes. Uma
solução possível seria exibir o programa
em um horário um pouco mais tarde. Ou constituir uma
comissão de ética na TVE (com representantes com
gosto estético, político e sexual, bem diverso)
e que tomasse decisões de forma pública, transparente
e argumentada.
Mas,
no meu entender, tanto o formato atual, quanto o horário
do Curta Brasil não precisa de mudança, pois é
um programa com credibilidade e coerente com sua proposta original
e seu público.
A
suspensão de programas por conterem cenas julgadas impróprias
cria um precedente e uma auto-censura para os programadores
do CTAV que podem passar a descartar filmes excelentes, premiados,
de qualidade, por terem uma ou duas cenas mais fortes ou que
tem justamente a proposta de incomodar. O que seria muito ruim
para a liberdade de expressão e o caráter democrático
e plural que caracteriza o Curta Brasil.
Tenho
participado de vários debates sobre a luta por uma TV
aberta de qualidade (um deles em SP ano passado a convite dessa
própria diretoria da TVE que sempre esteve preocupada
com a questão) e uma das conclusões do evento
era a necessidade da TV encarar os temas tabus e difíceis
de frente, com diálogo e contextualização.
São, por exemplo, esses temas mais polêmicos e
tudo relacionado com sexualidade que os jovens mais gostariam
de ver na TV, tratado de forma inteligente. Acho que os dois
programas em questão fazem isso e espero que sejam exibidos
como estava programado. Ao tratar desses temas com seriedade
e sensibilidade, o Curta Brasil está dando sua contribuição
a melhoria da qualidade da TV brasileira. [17/3/2005]
Ivana
Bentes, apresentadora e roteirista do Curta Brasil,
professora da Escola de Comunicação da UFRJ
***
Em
sua última reunião geral a ABD&C, secção
do Rio de Janeiro, procurou discutir com critério e profundidade
o veto dos filmes Veludo & Caco de Vidro, de Marco Martins,
e A Lâmpada e a Flor, de Pablo Ferreira, que seriam transmitidos
no programa Curta Brasil, e chegou às seguintes conclusões:
**
Todos
foram unânimes em afirmar que a atitude foi um erro, que
abre um grave precedente, e que deve ser reconsiderada.
**
Por outro lado, foi reconhecida, defendida e exaltada a importância
do trabalho da Sra. e da vossa equipe desde que chegou a Fundação
Roquete Pinto e a TVE Brasil. Trabalho este pautado pelo compromisso
com a qualidade da TV pública e pelo espírito
democrático.
Ressaltamos,
por exemplo, o prestígio que o programa Curta Brasil
ganhou, passando para o horário das 10:30, ampliando
o seu público e ganhando até um novo cenário.
Destacamos ainda que desenvolvemos com a TVE uma excelente relação
em torno do programa DOC TV, sendo sempre consultados na formulação
deste que já é um projeto pioneiro e bem sucedido.
**
Nada disso no entanto serve para justificar o que aconteceu;
ao contrário, serve para indicar o caminho que devemos
tomar para consertar o que consideramos um equívoco.
Não nos parece ter sentido vetar um filme, que passa
seguido de um debate, num espaço onde os filmes tendem
a ser originais, inteligentes, ousados e críticos justamente
em relação à temas absolutamentes banalizados,
comercializados e explorados sem nenhum escrúpulo em
qualquer um dos horários de outras TVs abertas.
**
Sendo assim, reiteramos os insistentes pleitos que têm
sido feitos pela nossa entidade nacional pela reconsideração
desta questão e pela reprogramação do programa
Curta Brasil com os filmes em questão. [21/3/2005]
Rodrigo
Guéron, Presidente da ABD&C/Rio de Janeiro
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