Destaques

Transmitimos abaixo, em partes, artigos publicados pela Embratel e Quadrante sobre o telefone sem fio para uso na residência e no escritório.


 

Embratel inova com telefone sem fio para uso na residência e no escritório.

Informação: Embratel - 13/07/2004

Precursora na alternativa de um telefone fixo pré ou pós-pago, a Embratel inova mais uma vez ao oferecer o Livre - Pós 0 2 em 1. Trata-se de duas linhas a serem habilitadas em dois endereços diferentes com um só aparelho sem custo de assinatura mensal. Ou seja, o assinante terá duas linhas fixas, uma em casa e outra no trabalho, por exemplo, usando o mesmo aparelho portátil. É uma evolução do produto Livre, a primeira linha telefônica fixa sem cobrança de assinatura do Brasil, lançada em fevereiro.

O Livre - Pós 0 2 em 1 está disponível em 15 estados do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amazonas). Baseada no sucesso de vendas e aceitação do Livre, a Embratel acredita que poderá dobrar até o fim do ano a base de clientes herdada da Vésper, que hoje conta com cerca de 600 mil usuários. Para isso, a operadora investe ininterruptamente na ampliação da rede de tecnologia CDMA (Code Division Multiple Access) e aposta na demanda dos usuários que buscam uma segunda linha, além do mercado de micro e pequenas empresas.

Ao adquirir o Livre - Pós 0 2 em 1, o usuário liga seu aparelho e só pagará pelas ligações completadas no vencimento da fatura. A ligação mais barata, de telefone fixo para fixo na mesma região, custa R$ 0,18 contando os impostos. "O Livre - Pós 0 2 em 1 representa muito mais facilidade e economia em relação aos planos tradicionais de telefonia fixa, nos quais o cliente é obrigado a pagar a assinatura mensal", afirma Rance Hesketh, diretor-executivo residencial e de microempresas da Vésper.

Além de todas essas vantagens, Livre - Pós 0 2 em 1 inclui serviços especiais como Secretária Eletrônica, Identificador de Chamadas, Chamada em Espera e instalação rápida, sem custos extras. Caso o usuário opte pelo pagamento em débito automático, ganha também Conferência a Três e Siga-me, além de 5% de desconto sobre as chamadas locais efetuadas. Embora a Vésper seja uma operadora de telefonia fixa, sua tecnologia CDMA permite o uso de aparelhos sem fio com recursos de última geração, com alcance restrito à área da residência onde estão instalados.


O CELULAR-FIXO*

Informação: QUADRANTE - RTE 26 - 14/07/04

A Quadrante houve por bem reproduzir o artigo que se segue, ligeiramente condensado, mas sem perda do conteúdo, por abordar uma tendência deveras importante no campo da telefonia. A autora está de parabéns pela oportunidade.

O “Livre”, telefone sem assinatura lançado pela Vésper em fevereiro deste ano, é um típico caso de tentativa de fazer sucesso com um produto que se provou um fracasso no passado. Por cinco anos, a Vésper, espelho da Telefônica e da Telemar, então controlada pela americana Qualcomm, tentou ganhar mercado com uma tecnologia similar. Nesse período, não conseguiu ultrapassar 500.000 linhas telefônicas - um número que se mostrou insuficiente para que a Qualcomm obtivesse o retomo dos US$ 616 milhões investidos na companhia. Com sérios problemas operacionais e de caixa, a Vésper acabou vendida para a Embratel em dezembro do ano passado.

Agora, a Embratel pretende fazer do Livre - o mesmo telefone com tecnologia CDMA, que opera por meio de rádio – uma arma estratégica para crescer no mercado de ligações locais. Trata-se de um terreno ainda dominado por três grandes operadoras - Telefônica, Telemar e Brasil Telecom - que, juntas, são donas de quase todas as linhas fixas instaladas no País.

Controlada pela mexicana Telmex, a Embratel também sai na frente em um mercado que deve crescer daqui para frente, o de linhas híbridas, que mistura características de celular e de telefone fixo.

A inovação, que está sendo trazida pela Embratel no processo de reintrodução do Livre, é a eliminação da assinatura e a redução do preço do minuto falado. Além disso, o usuário passou a contar com alguns serviços gratuitos, como secretária eletrônica e identificador de chamadas. O cliente paga apenas pelas ligações. Embora seja uma linha fixa, o aparelho é sem fio e pode funcionar a uma distância de até 9km da casa do usuário. Em pequenas localidades chega a fazer às vezes de celular. “A economia com o Livre pode chegar a 60% em relação aos planos tradicionais de telefonia fixa", diz Rance Hesketh, VP da Vésper. "Mesmo sem nenhuma divulgação, as vendas em junho praticamente dobraram em relação a maio”. A Embratel espera fechar neste ano com um milhão de assinaturas, o dobro do número atual.

Na opinião de Hesketh, o grande equívoco do produto da Vésper era o custo. A assinatura de 73 reais combinada ao preço alto do aparelho, na faixa de 500 reais, deixou-o fora do alcance da população de baixa renda. E, ao não oferecer acesso à Internet, também não interessou às classes A e B.

"Foi um problema de mau posicionamento no mercado", diz Andréa Rivas, analista da empresa de pesquisas em telecomunicações do Yankee Group. A Embratel deve ficar sozinha nesse novo mercado por pouco tempo.
A British Telecom está desenvolvendo um projeto piloto que permite que o mesmo telefone seja usado na linha fixa e na móvel. A Brasil Telecom tem interesse nesse telefone híbrido, que concorreria com o Livre. "O modelo dois-em-um deverá ser adotado pela companhia assim que entrar em operação", diz Luiz Otávio Motta Veiga, presidente do conselho da Brasil Telecom.

Para atrair a população de maior renda, a Vésper deve oferecer serviços como acesso à Internet.
Segundo os analistas, a competição maior na telefonia fixa vai obrigar as operadoras a aumentar a sinergia entre os produtos. "Isso reduz os custos de operação e barateia os serviços", diz Andréa Rivas. Na disputa pelo cliente, as operadoras vêm oferecendo pacotes variados para atender às necessidades de cada consumidor. Barateamento das chamadas entre fixo e móvel numa mesma operadora e preços mais baixos para pacotes que incluam serviços de dados, voz e longa distância estão sendo cada vez mais praticados no mercado. Outra tendência é a convergência de linhas fixas e de celular.

Pelas estimativas do Yankee Group, as linhas de celulares devem continuar crescendo, enquanto a tendência das fixas é se estabilizar. Estima-se que, em 2008, existirão 68 milhões de linhas celulares no Brasil, ante 37 milhões de fixas. Isso ocorrerá principalmente em razão do crescimento dos celulares pré-pagos. Para as operadoras, porém, o mercado de linha fixa é mais atraente pela sua rentabilidade.

As receitas dos serviços de telefonia fixa são o dobro dos vendidos pela telefonia móvel, pois incluem serviços de dados corporativos e longa distância. Os telefones híbridos, portanto, seriam uma alternativa para driblar os entraves do crescimento nas duas pontas do mercado.


*Artigo de autoria de Consuelo Dieguez, publicado na revista Exame de 07/07/04.